Estão abertas as inscrições para o VI Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo. Até a meia noite do dia 15 de fevereiro de 2012, o site www.andi.org.br/timlopes receberá os registros dos projetos que concorrerão ao prêmio. Podem se inscrever repórteres, editores e chefes de reportagem de diferentes tipos de veículos (impresso, rádio, televisão, web e veículos comunitários ou alternativos), além de estudantes e professores de cursos de comunicação. O concurso tem como tema fixo “Imprensa e sociedade aliadas no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes”, além de estimular reportagens na categoria especial “Exploração sexual de crianças e adolescentes no setor turístico brasileiro”, aberta a candidatos de todas as mídias.
Diferentemente de outras iniciativas na área do jornalismo, o Concurso Tim Lopes não premia reportagens já veiculadas. O projeto seleciona as melhores propostas de reportagem sobre o problema da violência sexual contra crianças e adolescentes, e oferece apoio técnico e financeiro para sua realização. Ao final, os participantes recebem também um prêmio de R$ 3 mil.
O Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo é uma iniciativa da ANDI – Comunicação e Direitos e da Childhood Brasil e conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O projeto é uma homenagem ao jornalista Tim Lopes, que foi assassinado em 2002 enquanto investigava casos de exploração sexual de adolescentes em uma favela do Rio de Janeiro.
Sobre o apoio financeiro e a premiação
Os jornalistas que tiverem seus projetos selecionados pela comissão julgadora (formada por especialistas em violência sexual e profissionais de comunicação) receberão uma bolsa de apoio para o desenvolvimento das reportagens, de acordo com a natureza do veículo no qual atuam (consulte quadro abaixo).
| CATEGORIA | VALOR DA BOLSA DE INCENTIVO À PRODUÇÃO |
| Mídia Impressa | R$ 10.500,00 |
| Rádio | R$ 10.500,00 |
| TV | R$ 16.000,00 |
| Mídia Alternativa | R$ 10.500,00 |
| Especial | R$ 10.500,00 ou R$ 16.000,00* |
* De acordo com o tipo de veículo vencedor: R$ 10.500,00 para Rádio, Mídia Impressa e Mídia Alternativa; e R$ 16.000,00 para TV.
O vencedor de cada categoria recebe ainda o prêmio de R$ 3.000,00, após a veiculação da reportagem. Em caso de inscrição conjunta, o prêmio é entregue ao jornalista responsável pela equipe, e a forma de divisão desse valor fica a cargo dos participantes.
Apoio técnico
Além do incentivo financeiro, o Concurso Tim Lopes também oferece o apoio de consultores especializados no tema, que ficam à disposição dos jornalistas para responder dúvidas e orientar os profissionais durante a coleta de informações e produção das matérias.
Como participar
Os jornalistas, professores e estudantes interessados devem inscrever seus projetos por meio de um formulário específico que está disponível no site www.andi.org.br/timlopes. O projeto deve incluir uma Proposta de Pauta de forma detalhada, apresentando: justificativa, roteiro de produção da matéria ou série de reportagens, fontes de informação que serão ouvidas, previsão dos gastos que serão realizados, entre outras informações. No site também está disponível o Regulamento completo do concurso.
Dica Tim Lopes
O livro O Concurso Tim Lopes – Um estudo de caso sobre a atuação da imprensa no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes mostra a trajetória desta iniciativa em suas quatro primeiras edições. A publicação resgata os caminhos das reportagens realizadas no âmbito do projeto e permite conhecer de perto o processo de construção de um noticiário de forte relevância social.
Ao longo do livro, os jornalistas vencedores do concurso relatam os dilemas éticos, os riscos e as adversidades que tiveram de superar durante a elaboração de suas reportagens. Apontam também para estratégias e técnicas que podem ser adotadas por profissionais que desejam aprimorar a cobertura da violência sexual em seus mais diferentes aspectos: o tráfico de crianças, a exploração sexual nas rodovias, o abuso sexual, a pornografia infantil, entre outros.
Para ter acesso à publicação, basta acessar o endereço: www.andi.org.br/timlopes
Edições anteriores
Entre no site do Concurso para conhecer os projetos vencedores das edições anteriores. Acesse www.andi.org.br/timlopes
Sobre a ANDI – Comunicação e Direitos – www.andi.org.br
A ANDI – Comunicação e Direitos é uma organização não governamental criada formalmente em 1993 (mas atua de maneira voluntária desde 1990) pelos jornalistas Âmbar de Barros e Gilberto Dimenstein para promover e qualificar a cobertura da imprensa sobre temas relacionados à infância e adolescência.
O fortalecimento de um diálogo profissional e ético entre redações, faculdades de comunicação e entidades ligadas à agenda do desenvolvimento sustentável e direitos humanos estão no cerne da atuação da organização, que ampliou oficialmente em 2011 sua abrangência para as áreas de inclusão e sustentabilidade e políticas de comunicação.
Sobre a Childhood Brasil – www.childhood.org.br
A CHILDHOOD BRASIL é uma organização brasileira e faz parte da World Childhood Foundation (Childhood), organização internacional criada em 1999 por Sua Majestade Rainha Silvia da Suécia para proteger a infância e deixar as crianças serem crianças.
Há 12 anos a CHILDHOOD BRASIL luta por uma infância livre de abuso e exploração sexual. Com 19 programas próprios e apoio a 98 projetos até o momento, a organização já beneficiou mais de 1,3 milhão de pessoas, entre crianças e adolescentes, seus familiares e profissionais de diferentes setores.
A organização apoia projetos, desenvolve programas regionais e nacionais, influencia políticas públicas e transforma a vida de muitas crianças e adolescentes. Também educa os diferentes agentes, orientando como cada um pode agir para lidar com o problema, promovendo a prevenção e formando proteção em rede para meninos e meninas.
Com sede em São Paulo, a CHILDHOOD BRASIL é certificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e Entidade Promotora dos Direitos Humanos.
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